Em um mundo onde os “idealistas”
concebem estereótipos que melhor justifiquem seus discursos e tentam aos gritos
fazer valer suas posições, onde os que dizem defender os direitos da mulher não
se furtam a atacar as mesmas quando fogem ao modelo idealístico. Não deve ser
fácil ser mulher.
Preocupadas em agradar e parecer
bem ao julgamento público a que são diuturnamente submetidas, muitas adoecem e
chegam a perder a alegria de viver caindo em quadros aterradores de depressão.
Precisam ser lindas, estar bem vestidas, ser bem sucedidas, casar, ter filhos,
engajar-se em causas... ou não... em um paradoxo sem fim, capaz de enlouquecer
mesmo o mais sensato dos seres humanos.
Responsáveis únicas por boa parte
dos lares brasileiros, responsabilizadas quase que com exclusividade pela
manutenção da família e educação dos filhos e tendo suas necessidades,
notadamente as de saúde, negligenciadas, a mulher ainda precisa conquistar um
espaço fundamental, precisa conquistar a liberdade. Liberdade de ser ou não, de
querer ou não... a liberdade de ser igual tendo respeitadas suas diferenças.
Um mundo que precisa de vagões
exclusivos no metrô e de leis como a Maria da Penha não merece as mulheres que
tem. E ainda assim, mesmo sem as merecermos, somos presenteados com suas
doações, sim doações, porque a mulher, mais que qualquer outro ser vivente,
sabe bem o sentido desta palavra. Doa-se ao mundo mesmo recebendo quase nada em
troca, jamais espera muito mesmo, por saber ser seu amor impagável. Dedica-se a
custa de sua própria vida, capaz de perdoar mesmo aos maiores crápulas.
Seremos dignos de uma sociedade
melhor, de realidade mais fraterna, quando aprendermos com a mulher o sentido
de doação. Quando ela puder andar sem medo, viver livre de dedos apontados e
juízos imponderados. Quando jamais houver uma lágrima derramada sem amparo!
A você mãe, filha, esposa,
avó...mulher toda a felicidade do mundo!
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