SEU BOLSO
Crise
se tornou comum em nosso vocabulário e já é impossível assistir ao telejornal,
ler um artigo ou mesmo conversar com os amigos sem que a pequena palavra de
cinco letras e duas sílabas venha à tona e ocupe os debates.
Somos
vitimados por inabilidades políticas que tornaram o governo federal
insustentável, por desmandos que originaram a operação Lava Jato e
incompetências gerenciais que resultaram no caos da saúde no Estado do Rio de
Janeiro. As noticias de desvios, ineficiência e falta de planejamento são
agressões a que somos diuturnamente submetidos, ao mesmo tempo em que tentamos
dar fim a tapas nos mosquitos que nos incutem o terror da dengue, da
chikungunya e da zica.
Os
cofres públicos pelos quais antes jorravam rios de petrodólares se esvaziaram e
ante o susto (injustificado já que depender de preços de commodities para
garantir orçamentos não é algo recomendado por ninguém), provocado pela forma
repentina como se deu a queda de arrecadação, os agentes públicos não
titubearam e, com destreza poucas vezes vista, se puseram a buscar alternativas
para ampliação da receita enquanto cortam despesas.
Ao
voltar os olhos para a população, o governo parece ter se esquecido que a crise
afeta a todos. Tirou do armário o esqueleto da CPMF e tenta aprová-lo a todo
custo oferecendo aos governadores frações desse bolo do qual não provaremos nem
uma fatia, mas teremos a conta a pagar.
No
âmbito municipal fomos presenteados com o Código Tributário, um calhamaço de
várias páginas que necessitaria de discussão ampla para finalização e
aprovação, mas que foi disponibilizado à Câmara poucos dias antes de ser votado
e aprovado.
O
aumento de impostos leva ao aumento de custos do setor produtivo, aumenta a
carga sobre as famílias já exauridas pelo aumento da inflação e açoitadas pelo
desemprego. Havemos de nos perguntar qual o efeito do aumento da carga
tributária sobre a sociedade, quais as consequências que emanarão destes atos.
A livre iniciativa se vê tolhida em um país que já arca com impostos
Escandinavos enquanto usufrui de serviços dignos de se tornarem piadas. Novos
negócios deixarão de ser criados, outros em latente falência terminarão por
“baixar as portas”, empregos deixarão de surgir e outros serão extintos.
A
displicência com que a coisa pública sempre foi gerida em nosso país deixa
vítimas incontáveis e você que aperta os botões da urna é cúmplice destes maus
feitos, mas também pode ser parceiro da construção de uma nova realidade. Leia,
pense e discuta política, sua vida depende disso e no final é sempre você que
paga a conta!
Alexandre Buchaul
Cirurgião-dentista
Especialista em Ortodontia
Qualificação em Gestão em Saúde no SUS – TCERJ
Representante Regional do Sindicato dos
Cirurgiões-Dentistas no Estado do Rio de Janeiro (SCDRJ)
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