sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

SEU BOLSO

SEU BOLSO


Crise se tornou comum em nosso vocabulário e já é impossível assistir ao telejornal, ler um artigo ou mesmo conversar com os amigos sem que a pequena palavra de cinco letras e duas sílabas venha à tona e ocupe os debates.

Somos vitimados por inabilidades políticas que tornaram o governo federal insustentável, por desmandos que originaram a operação Lava Jato e incompetências gerenciais que resultaram no caos da saúde no Estado do Rio de Janeiro. As noticias de desvios, ineficiência e falta de planejamento são agressões a que somos diuturnamente submetidos, ao mesmo tempo em que tentamos dar fim a tapas nos mosquitos que nos incutem o terror da dengue, da chikungunya e da zica.

Os cofres públicos pelos quais antes jorravam rios de petrodólares se esvaziaram e ante o susto (injustificado já que depender de preços de commodities para garantir orçamentos não é algo recomendado por ninguém), provocado pela forma repentina como se deu a queda de arrecadação, os agentes públicos não titubearam e, com destreza poucas vezes vista, se puseram a buscar alternativas para ampliação da receita enquanto cortam despesas.

Ao voltar os olhos para a população, o governo parece ter se esquecido que a crise afeta a todos. Tirou do armário o esqueleto da CPMF e tenta aprová-lo a todo custo oferecendo aos governadores frações desse bolo do qual não provaremos nem uma fatia, mas teremos a conta a pagar.

No âmbito municipal fomos presenteados com o Código Tributário, um calhamaço de várias páginas que necessitaria de discussão ampla para finalização e aprovação, mas que foi disponibilizado à Câmara poucos dias antes de ser votado e aprovado.

O aumento de impostos leva ao aumento de custos do setor produtivo, aumenta a carga sobre as famílias já exauridas pelo aumento da inflação e açoitadas pelo desemprego. Havemos de nos perguntar qual o efeito do aumento da carga tributária sobre a sociedade, quais as consequências que emanarão destes atos. A livre iniciativa se vê tolhida em um país que já arca com impostos Escandinavos enquanto usufrui de serviços dignos de se tornarem piadas. Novos negócios deixarão de ser criados, outros em latente falência terminarão por “baixar as portas”, empregos deixarão de surgir e outros serão extintos.

A displicência com que a coisa pública sempre foi gerida em nosso país deixa vítimas incontáveis e você que aperta os botões da urna é cúmplice destes maus feitos, mas também pode ser parceiro da construção de uma nova realidade. Leia, pense e discuta política, sua vida depende disso e no final é sempre você que paga a conta!


Alexandre Buchaul
Cirurgião-dentista
Especialista em Ortodontia
Qualificação em Gestão em Saúde no SUS – TCERJ
Representante Regional do Sindicato dos Cirurgiões-Dentistas no Estado do Rio de Janeiro (SCDRJ)


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